É que eu repentinamente tive um bloqueio, e aí foi assim, por esses tempos. E está sendo assim, mas preciso mudar, quero, vou mudar isso. Me entreguei a um turbilhão nos últimos meses, já nem sei avaliar se foi bom ou ruim, nem sei se conseguirei avaliar, depois de tempos. O agora me diz, e só isso, é talvez que eu tenha me esquecido de mim nesses tempos. me tenha esquecido mesmo, me tenha transformado não no que quero, no que sinto, desejo, pretendo. Me deixei ser o contexto, me fiz irracionalracional. Já nem sei se as vitórias contadas podem ser assim, vitórias. Parece que é e foi mesmo, um grande vendaval, e agora já nem sei se sou sobrevivente eu, ou se sou destroços desse barco que me leva[va].  Nem mais meus próprios recursos sei usar. Me deixar absorver não seria de todo mal, ou pior seria se fosse pacífico e imutável, mas não. Me deixar roubar de mim não seria de todo mal, ou pior seria se eu não permitisse, se fosse invasivo. Me lançar de cabeça nisso teria sido melhor se rompesse; nem isso acontece. Preciso me fixar, não consigo mais; não consigo mais defender o que acredito; não aconteço; esse tempo todo me tenho dado, integral e limpo, e esse tempo todo me tenho posto como base de uma criação minha-própria, ou não, nem sei; me recrudeci, e a cada passo de consciência me descubro pior; pior, e incapaz. as artes me procuram e me prendem, mas são tão frágeis nossos laços que talvez breve sejam rompidos; não consigo mais ter orgulho do que faço; já não sei lidar com a independência; já não sei conciliar minhas necessidades, meus gostos, minha realidade e minhas realizações; à flor da pele, tudo o que podia passou em meus pensamentos; já nem meu organismo mantenho são – não fosse pela necessidade social de me apresentar. Não sei em que momento des(a)prendi a alegria de coisas – talvez você nem perceba isso. Me faz mal; Muito desaprendi a conversar, eu, tão decidido. Agora mal sei o que fazer com minhas mãos, para onde olhar. Tudo são grandes esforços que sempre me remetem ao para quê, para quem; a mim – eu-mesmo – não sei qual parte coube na decisão; onde me perdi. me acostumei ao ritmo do não pensar, à lógica do dia a dia; já não sei estar em casa, mesmo não querendo estar fora dela. já não sei estar na rua, e por vezes sou pego caminhando no sentido contrário, no sentido contrário, estendendo a viagem – se não chego!; hoje, preciso-me. hoje, a dificuldade que irrompe é maior que a capacidade de expressão; aqui falo muito além das falhas as quais não tenho coragem de assumir; me sinto absurdamente pior. e não que ontem; que o todo.

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